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15 mil casos de câncer por ano no Brasil poderiam ser evitados com a redução do excesso de peso e da obesidade

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Uma pesquisa feita pelo Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), junto com a Universidade de Harvard (Estados Unidos), estima que aproximadamente 30 mil novos casos de câncer relacionados à sobrepeso e obesidade devam surgir até 2025.

O primeiro autor de um artigo brasileiro (The increasing burden of cancer attributable to high body mass index in Brazil) publicado na revista Cancer Epidemiology, Leandro Rezende, explica que, além disto, haverá um aumento nos casos de câncer como um todo, porque a população e a expectativa de vida irão crescer.

Ainda, de acordo com Rezende, o crescimento do poder econômico nos últimos anos levou a um maior consumo e, no caso da alimentação, o fenômeno ficou ligado, principalmente, aos alimentos ultraprocessados (outros estudos já comprovaram que esses alimentos também aumentam o risco de câncer).

São 14 tipos de câncer que estão associados ao sobrepeso e a obesidade: câncer de mama (pós-menopausa), útero, ovário, cólon, reto, vesícula biliar, rim, fígado, mieloma múltiplo, esôfago, pâncreas, próstata, estômago e tireoide. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que no nosso país, a incidência destes 14 tipos corresponde à metade de casos da doença diagnosticados por ano.

O estudo fez o calculo da fração atribuível populacional (FAP) do câncer relacionado ao índice de massa corporal (IMC) elevado. A FAP é uma métrica para estimar a proporção da doença possível de prevenir na população caso o fator de risco (sobrepeso e a obesidade) fosse eliminado, mantendo os demais fatores/causas estáveis.

Aproximadamente 3,8% dos mais de 400 mil casos de câncer diagnosticados anualmente são atribuíveis ao IMC elevado. Verificou-se, também, que os casos são mais comuns em mulheres (5,2%) do que em homens, já que três tipos de câncer atribuíveis à estes fatores (ovário, útero e câncer de mama) afetam muito mais população feminina.

De modo a quantificar a dimensão da contribuição do sobrepeso e da obesidade na incidência de câncer no Brasil, os autores do estudo avaliaram FAPs da doença em 2012 (com dados existentes) e em 2025 (por meio de projeção) atribuídas a IMC elevado. As frações calculadas levaram em consideração sexo, idade, área geográfica e tipo de câncer.

O trabalho é um dos pioneiros a comparar regionalmente a relação entre obesidade e câncer. As conclusões foram as seguintes: as maiores FAPs, para todos os tipos de câncer, foram encontradas nos estados das regiões Sul (3,4% de mulheres para 1,5% de homens) e Sudeste (3,3% de mulheres para 1,5% de homens). Nas mulheres, as maiores FAPs foram nos estados de Rio Grande do Sul (3,8%), Rio de Janeiro e São Paulo (ambos 3,4%).

Fonte: Exame- Editora Abril 

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