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Câncer colorretal: Segundo estudo realizado com 1200 pessoas, 45% desistiram de fazer exame essencial

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Como já falamos ontem, março é mundialmente conhecido como o mês da conscientização contra o câncer colorretal, e, apesar de ser o segundo tipo de tumor letal com maior incidência nas mulheres e o terceiro entre os homens, a população não tem muita informação sobre a doença.

Muitas vezes o teste de sangue oculto nas fezes, um simples exame de rotina, capaz de apontar a existência deste tumor precocemente, é ignorado até quando os pacientes recebem a recomendação do médico para fazê-lo.

Para compreender sobre o comportamento da população em relação ao chekup de rotina, o A.C. Camargo Cancer Center, hospital oncológico especializado no diagnóstico, tratamento e pesquisa de câncer, em São Paulo, realizou uma pesquisa com 1 200 pacientes, entre 50 e 75 anos (faixa etária indicada para realizar o exame anualmente).

O primeiro dado já assusta, 540 participantes (45% do total) não retornaram ao hospital sequer para entregar a amostra de fezes que seria analisada no laboratório. O oncologista líder do Núcleo e Tumores Colorretais, Samuel Aguiar Junior, conta que a desistência maior foi dos mais jovens, entre 50 e 60 anos, e naqueles com um trabalho formal. “A falta de tempo para voltar ao médico é um dos fatores que mais contribuem para essa baixa adesão.”, afirma.

Entre os 660 restantes (55% da amostra), que voltaram com o exame feito, 33 (5%) obtiveram um resultado que confirmava gotas de sangue coagulado no excremento. Porém, como essa informação não é suficiente para concluir o diagnóstico, eles foram orientados a fazer a colonoscopia (exame feito através de um endoscópio inserido pelo ânus para verificar a existência de lesões nas paredes intestinais).

Três pessoas (10%) não voltaram para fazer o que foi recomendado, e, como Aguiar Júnior explica, infelizmente eles estão sob risco de descobrir a doença numa fase avançada e até com metástase, quando a taxa de cura cai para apenas menos de 20%.

Entre os 30 que passaram pelo segundo estágio do rastreamento, 18 encontraram algum problema na porção final do intestino. 90% dos casos eram pólipos e lesões iniciais que são retiradas na hora e não apresentam grande risco. Apenas dois descobriram que de fato estavam com câncer colorretal.

Para reverter a doença, que se descoberta precocemente tem 95% de chance de cura, geralmente é preciso recorrer às cirurgias. Em situações mais complicadas, o profissional também indica o uso de quimioterapia ou radioterapia.

Fonte: Saúde Abril

 

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