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Câncer de mama: exame de sangue pode apontar risco de recidiva

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Um estudo divulgado nos Estados Unidos revelou que um teste chamado de biópsia líquida é capaz de rastrear células tumorais dispersas no sangue. De acordo com os pesquisadores do Centro de Cuidados com Câncer de Montefiore Einstein, em Nova York, o exame consegue identificar quais pacientes têm mais probabilidade de ter uma recaída, antes mesmo que apareçam novos nódulos ou qualquer outro sinal.

Com uma simples amostra de cinco mililitros de sangue, a biópsia líquida identificou o risco de uma mulher, que já teve câncer de mama, sofrer da doença novamente. A grande vantagem, explicam os especialistas, é ajudar a definir quem precisa de um tratamento mais prolongado e quem pode ser poupado de um processo desgastante e caro.

Muitas pacientes chegam a fazer terapia para tratar o câncer de mama e prevenir a reincidência por dez anos. Durante esse período, os possíveis efeitos colaterais são extensos: aumento do risco de ter câncer de endométrio; trombose; aumento de peso; osteoporose; dores articulares, entre outros. Por isso, o teste é considerado promissor ao permitir identificar mulheres que não precisam se expor a esses riscos.

É importante esclarecer que os resultados da pesquisa ainda são preliminares, mas este foi o maior experimento deste tipo até hoje, envolvendo 547 pacientes. Todas elas haviam passado por cirurgia e quimioterapia, e, em seguida, trataram-se por cinco anos com remédios bloqueadores hormonais.

No estudo, assim que completaram cinco anos de tratamento hormonal, as mulheres que faziam parte da amostra selecionada se submeteram à biopsia líquida e, a partir daí, foram acompanhadas por mais dois anos pelos pesquisadores no Centro de Cuidados com Câncer de Montefiore Einstein. Entre as pacientes cuja biopsia deu negativo, a chance de não ter recaída em dois anos foi de 98%. Já as que receberam resultado positivo apresentaram risco 22 vezes maior de a doença voltar ou de metástase.

O exame, chamado de CellSearch, já é comercializado nos Estados Unidos, mas ainda custa caro: entre US$ 600 e US$ 900 por amostra de sangue, algo entre R$ 2 mil e R$ 3 mil. O Brasil ainda não realiza a biopsia líquida. Oncologistas brasileiros salientam que o estudo é animador, mas ainda é experimental. Cautela ainda se faz necessária.

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