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Câncer já é principal causa de morte em cerca de 10% das cidades brasileiras

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O Observatório de Oncologia (plataforma online e dinâmica de monitoramento de dados abertos e compartilhamento de informações da área de oncologia do Brasil) do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer, juntamente com o Conselho Federal de Medicina, realizou um estudo epidemiológico da mortalidade por câncer no Brasil, para, assim, mapear um panorama da doença no país e debater seus impactos na saúde pública.

O levantamento foi apresentado durante o Fórum Big Data em Oncologia e teve como objetivo debater o uso de dados para as políticas de prevenção, diagnóstico e tratamento de tumores no nosso país.

Segundo a pesquisa, o câncer já é principal causa de morte em 516 dos 5.570 municípios brasileiros (destes, 120 apresentam empate com as doenças cardiovasculares).

No Brasil, as doenças do aparelho circulatório, como AVC e enfarte, ainda são responsáveis por grande parte dos óbitos, mas o número de mortes por tumores aumenta em maior velocidade. Em 2015, foram registradas 209.780 mortes por câncer e 349.642 por doenças cardiovasculares e, quando comparados aos dados de 1998, evidenciam um aumento de 90% nas mortes por câncer e de 36% por causas cardiovasculares.

O Rio Grande do Sul é o estado com o maior número de cidades nesta condição: 135 de seus 497 municípios (27% do estado) já têm o câncer como a primeira causa de morte. Em São Paulo, estado mais populoso da federação, há 55 cidades (9% dos municípios do Estado) em que o câncer é a doença que mais mata. Enquanto em todo o país as mortes por câncer representam 16,6% do total de óbitos. Na região Sul esse índice é de 21%.

Os dados do DATASUS mostram que a maior parte das cidades onde o câncer já é a principal causa de morte está localizada em regiões mais desenvolvidas do país, justamente onde a expectativa de vida e o IDH são maiores. Dos 516 municípios onde os tumores matam mais, 78% ficam no Sul e Sudeste, ao passo que, das 5.570 cidades brasileiras, apenas 51% ficam nessa mesma região.

O aumento da mortalidade pela está relacionado, também, às dificuldades enfrentadas pelos pacientes para o diagnóstico e para o acesso ao tratamento”, afirma Merula Steagall, presidente da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), líder do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer.

Fonte: Abrale

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