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Gravidez não aumenta chance de câncer de mama voltar, revela pesquisa

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Um estudo apresentado durante o Congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco), em Chicago, no início de junho, trouxe uma notícia acalentadora para mulheres que tiveram câncer de mama e sonham em engravidar.

Pesquisadores acompanharam mais de 1.207 pacientes com menos de 50 anos, durante dez anos,  e observaram que não houve uma diferença relevante de recorrência do câncer entre as que tiveram filhos e as que optaram por não engravidar. A maioria das mulheres do estudo (57%) tinha câncer de mama com receptores de estrógeno (um tipo de câncer conhecido como RE-positivo), no qual os tumores são alimentados por este hormônio. Alguns oncologistas da comunidade internacional acreditavam que essas mulheres sofriam riscos maiores de recidiva se ficassem grávidas, justamente devido a estas alterações hormonais.

No total, 333 mulheres engravidaram durante a pesquisa, em média 2,4 anos após o diagnóstico e tratamento do câncer. “Nossas descobertas confirmam que a gravidez depois de um câncer de mama não deveria ser desencorajada, nem mesmo para mulheres com câncer RE-positivo”, disse Matteo Lambertini, médico que dirigiu este estudo no Instituto Jules Bordet, em Bruxelas. Ele ainda acrescentou que é possível que a gravidez possa ser um fator de proteção para pacientes com câncer de mama do tipo RE-negativo, através de mecanismos do sistema imunológico ou hormonais, mas é necessário novas pesquisas sobre isso, alertou Bordet.

Cerca de metade das mulheres jovens recém-diagnosticadas com câncer de mama mostraram interesse em ter filhos, mas as pesquisas mostram que menos de 10% delas ficam grávidas depois de receber tratamento para combater a doença.

Sobre fertilidade

É interessante salientar que passar por tratamento contra um câncer de mama pode trazer danos para a fertilidade da paciente, já que a quimioterapia afeta diretamente os ovários, que produzem o estrógeno. Por isso, mastologistas lembram que essas mulheres podem tentar técnicas  de congelamento de óvulos antes do início do tratamento quimioterápico.

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