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Medicamentos prometem revolucionar o tratamento do câncer

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O avanço constante da ciência nos permite sonhar com um futuro de curas cada vez mais reais e eficientes. Uma nova geração de medicamentos, fruto de mais de dez anos de pesquisas sobre genoma dos cânceres, foi anunciada pela renomada revista “Science”, apresentando descobertas que podem revolucionar as formas de tratamento do câncer de mama.

Os quatro medicamentos anunciados prometem ser mais bem tolerados pelo organismo do que a quimioterapia tradicional. Denominados como “o futuro da oncologia”, os remédios serão mais eficazes, aumentando a probabilidade de cura. Com o uso dessas novas drogas, a chance de passar por uma quimioterapia mais leve será maior, e, em alguns casos, elas vão até mesmo dispensar a quimio.

De acordo com o estudo divulgado, teremos quatro novos mecanismos de tratamento. O primeiro é descrito como o que pode se tornar a base de uma série de drogas inteligentes, chamada de epigenética. O que reguladores epigenéticos fazem é restaurar marcações químicas alteradas, revertendo a doença.

A segunda classe descrita é a dos inibidores da enzima polimerase (PARP-1). Inibir essa enzima se mostrou positivo para reduzir o risco das células cancerígenas se tornarem resistentes à quimioterapia. Atualmente já existe uma droga que parte deste mesmo preceito para tratar do câncer de ovário, mas os pesquisadores acreditam que os inibidores de PARP-1 podem facilitar ainda o tratamento de outros tipos de câncer, como o de mama. Em especial, para as pessoas que têm mutação nos genes BRCA1 ou BRCA2 — o mesmo da atriz Angelina Jolie.

A terceira droga apresentada pela revista é capaz de atacar a família de genes RAS. Todos os seres humanos têm esses genes, mas alguns têm uma mutação que até agora não se sabia como “desligar” e que está associada a muitos tipos de câncer, como os tumores de tireóide e de pâncreas. Se os estudos finais comprovarem que eles funcionam, haverá uma revolução nos tratamentos oncológicos.

Já a quarta classe de medicamentos é a de terapias-alvo capazes de degradar proteínas. Em vez de destruir a célula cancerígena, o remédio retiraria da célula somente as proteínas responsáveis pelo câncer.

Essa nova leva de medicamentos está mais próxima do que pensamos. A previsão dos oncologistas é de que elas cheguem ao Brasil de três a cinco anos, pelo menos na rede particular de saúde. 

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