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Nova pesquisa: sensor pode detectar predisposição genética ao câncer de mama

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O sensor, desenvolvido pelo cientista, químico e professor Bruno Campos Janegitz, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), é um dispositivo eletroquímico de DNA que detecta mutações no gene BRCA1 associadas aos tumores de mama triplo-negativos. Por causa deste projeto, conquistou menção honrosa na 13ª edição do prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia.

Com o tema “Tecnologias para a Economia do Conhecimento”, o prêmio é uma parceria da Unesco e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) com a participação de pesquisadores e pesquisadoras da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.

O dispositivo, patenteado pela USP, foi testado com material genético sintético a partir de métodos eletroquímicos. Para conseguir o diagnóstico de predisposição da doença, o bastão de polímero com um condutor elétrico interno é posto em contato com uma amostra sintética do código genético.

“O que fazemos é pegar parte desse DNA e colocar em contato com o eletrodo. Caso haja a mutação em BRCA1, por exemplo, as bases nitrogenadas vão formar dupla hélice com o eletrodo. Porém, se não houver, não vai dar sinal, não vai ocorrer a formação clássica de dupla hélice do DNA. Assim é possível identificar a predisposição para a doença a partir de diferentes sinais eletroquímicos”, conta Janegitz.

Mas, o pesquisador ressalta que o teste apenas indica a predisposição, e não a ocorrência da doença. “Conseguimos identificar se há a alteração genética, se tem o genótipo. O grande diferencial desse teste é ele ser muito mais barato e consequentemente mais abrangente que o método tradicional por sequenciamento genético do paciente”.

Fonte: Exame

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