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Novo tratamento para o câncer de mama em desenvolvimento

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Cientistas irlandeses fizeram descobertas que podem deixar a quimioterapia mais eficiente para mulheres com câncer de mama triplo-negativo

O câncer de mama triplo-negativo é um dos mais agressivos e difíceis de tratar. Ele representa aproximadamente 15% dos casos diagnosticados e ocorre mais frequentemente em mulheres jovens. O nome dele vem da ausência dos três biomarcadores utilizados para classificar a doença: o receptor de estrógeno, o receptor de progesterona e a proteína HER-2.

Até agora, o mecanismo molecular que fazia o câncer voltar era desconhecido. Mas uma pesquisa publicada no dia 15 de agosto no jornal Nature Communications identificou a causa para as altas taxas de reincidência da doença. Um remédio utilizando essa nova terapia já está sendo desenvolvido.

Terapias personalizadas estão em alta

Os pesquisadores trabalham numa solução na área da oncologia de precisão, que busca produzir terapias personalizadas, que se adaptem às necessidades biológicas de cada paciente. Isso difere da forma tradicional de cuidar de doenças, em que o remédio que for capaz de tratar a maioria da população é o aprovado nas pesquisas e depois comercializado.

O que levou à descoberta foi uma pesquisa guiada apenas pela curiosidade do funcionamento básico das células. Cientistas, liderados pelo professor Afshin Samali, diretor do Centro de Pesquisa de Apoptose no NUIG, identificaram uma diminuição da resposta de estresse das células saudáveis.

Esse é um fator vital para o desenvolvimento de um novo tratamento.
“Diferentemente de outros tipos de câncer, não existe uma terapia específica para o câncer de mama triplo-negativo”, explica o professor Samali. No momento, a quimioterapia é a terapia mais utilizada, e mesmo que seja eficaz inicialmente, esse método leva a uma grande porcentagem de casos de reincidência dentro de um período curto (um a três anos).

Com essa descoberta, os cientistas serão capazes de desenvolver um tratamento que não atinge tão fortemente as células saudáveis e, que, portanto, é mais seguro para as pacientes.

Fonte: The Irish Times

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