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Oncologistas pedem diminuição do consumo de álcool para evitar câncer

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O uso de álcool, seja leve, moderado ou pesado, está associado ao aumento do risco de vários tipos de câncer, incluindo os da mama, do cólon, do esôfago, e da cabeça e do pescoço.

A afirmação é de um informe de evidências sobre o uso de álcool e câncer de uma das sociedades de oncologia mais influentes no mundo, a American Society of Clinical Oncology (ASCO).

A orientação é importante porque coloca o álcool como um fator de risco definitivo para o câncer. A ASCO cita que cerca de 6% das mortes no mundo estão associadas diretamente ao consumo de álcool. Ainda, segundo a entidade, não só o consumo pode levar ao câncer, mas também ele afeta negativamente o tratamento.

O estudo aponta que o etanol danifica o DNA de células saudáveis, o que pode fazer com que elas cresçam desordenadamente, provocando tumores. Também o acetaldeído — produto da digestão do álcool — contribui para essa influência negativa do álcool no genoma.

No caso de mulheres, o álcool também contribui para o aumento da quantidade de estrógeno no corpo — o que é um fator de risco para câncer de útero, ovário e mama. “Isso é particularmente importante para mulheres adeptas de tratamento hormonal na menopausa”, diz a ASCO.

O consumo de álcool também prejudica a absorção de vitaminas no corpo e leva ao aumento de peso, fatores também associados a uma maior chance de desenvolver câncer.

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