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Segundo estudo, número de mamografias realizadas pelo SUS é o menor dos últimos cinco anos

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Um levantamento da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) em parceria com a Rede Brasileira de Pesquisa em Mastologia, coordenado pelo mastologista Ruffo de Freitas Junior, aponta que, entre as 11,5 milhões de mamografias que deveriam ser  feitas em 2017, através do SUS (Sistema Único de Saúde), apenas 2,7 milhões foram, de fato, realizadas (ou 24,1%). Este é o menor índice dos últimos cinco anos e está bem abaixo dos 70% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para chegar ao total de exames esperados em 2017, os pesquisadores somaram o total de mulheres entre 50 e 69 anos (faixa etária em que se é recomendado fazer a mamografia). Após, dividiram o rastreamento por dois (já que ele deve ser feito a cada dos anos de acordo com as diretrizes do nosso país). Os especialistas ainda incluíram nos cálculos uma estimativa das brasileiras que deveriam repetir o teste por terem sido anteriormente diagnosticadas com alguma alteração.

“A dificuldade para agendar e realizar a mamografia ainda é o principal motivo para o baixo número de exames”, conta Freitas, em um comunicado à imprensa. “Isso, claro, além da triste realidade encontrada em hospitais com equipamentos quebrados e falta de técnicos qualificados para operá-los”, arremata.

Segundo o presidente da SBM, Antônio Frasson, houve um sucateamento do sistema público em relação ao diagnóstico precoce de câncer de mama. Além disto, o mesmo estudo mostra que o governo federal investiu apenas 122,8 milhões de reais dos 510,7 milhões previstos para atender ao número adequado de mulheres.

Frasson explica que esse obstáculo do acesso não se restringe aos exames de rastreamento, mas também ao próprio tratamento, o que desmotiva as pessoas. “A dificuldade que as pacientes enfrentam para serem tratadas no sistema público é muito grande. E eu imagino que não seja algo específico do câncer de mama”. Ainda reforça a importância de cobrar o governo por melhorias. “Não apenas a SBM, mas a sociedade no geral deve pressionar através de grupos de voluntariado e ONGs para que o acesso aos exames aconteça naturalmente, e não com tanta dificuldade”, alerta.

Fonte: Saúde- Abril 

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